sexta-feira, setembro 28, 2012

Parte 1


   Não estava sendo um bom dia, mas se lhe perguntassem o porquê, ele não saberia dizer.
   Era uma boa oportunidade de fazer as pazes com ela e demonstrar o seu amor. Quando chegou, mal entrou, só disse que iriam sair juntos. Pegaram o metrô, lotado, passível até de se perder lá dentro.
   Quando chegou na estação, onde já se desembarcava dentro daquele restaurante luxuoso, percebeu que poderia começar a responder porque não estava sendo um bom dia. Não queriam deixá-lo entrar, ou seja, descer do metrô. Podia ouvir o garçom dizer ao gerente ‘É aquele senhor, mas dessa vez ele veio com suas bermudas’. Ele só tinha ficado em casa o tempo suficiente para chamá-la, nem trocara de roupa. Nesse momento percebeu que ali não era um lugar apropriado para si, mas que tinha sido bem recebido nas outras vezes por estar com a roupa certa.
   O gerente foi mais conivente, permitiu que ele entrasse. Rapidamente saltou do metrô, que fechou suas portas logo atrás e começou a se movimentar.
   Foi então que se lembrou do que viera fazer ali, ao vê-la sentada, esperando por ele, no meio de várias caixas e sacolas, no fundo do vagão.

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