Querido telespectador, (pula duas linhas, deixa o espaço do parágrafo)
Hoje é diferente. Não temos o vapor que rebuliça. Temos o amor que movediça.
É carta ou é poesia? 3 de 2 ou 2 de 3?
Não abra o envelope, ainda não é a hora. Ainda não é o autor. Ainda não.
Que brilho falta. Serão os óculos escuros? Ou será a sua bengala? Muito suco de fadas turva o mar das meninas.
(Agora, sim, a cascata cai sobre nossas cabeças.)
Não se deixe encaraminholar. A serpente não come a flor pelo seu perfume...
(secou a fonte)
Poderia ser simples, se não fosse a falta do encaixe. Deveria ou deverou?
O pecado pode ser outro, o nanismo vem para o par. Um peixe não pode ensinar o outro a voar. Uma gaiola não pode ensinar a rosa a perfumar. Uma sombra não pode ensinar a corrente a acorrentar.
Hoje é rosa, ontem foi margarida, e a corrente sempre com seus elos a se romper. E a rosa sem nada a fazer, a não ser. Você não é cadeado, ela não é perfume. 1 não é o par. A sombra cresce, a gaiola aperta...
Mas cada cava a sua cova. Quando acordar já pode ter tocado.
Com amor...
PS: Ah, se a pedra de Roseta...
sábado, agosto 11, 2012
Carta criptografada
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